Na cultura do tomate, explicamos que o tomateiro é uma planta pertencente à família das Solanáceas e que, embora a cultura do tomate seja atualmente praticada em todo o mundo.

É muito apreciada pelo seu fruto rico, carnudo e vermelho, que se chama tomate e que utilizamos todos os dias, tanto em cru como transformado de diferentes formas, como o tomate frito, o tomate seco…

Quanto ao seu cultivo, necessita de rega abundante e de luz solar direta, bem como de cuidados nutricionais específicos. Não é a melhor cultura para se iniciar no mundo da horticultura, mas vamos enumerar os passos fundamentais para o seu cultivo e os principais aspectos que deve ter em conta quando começar a cultivá-la.

QUANDO E COMO SEMEAR

A cultura do tomate está de pernas para o ar para muitos de nós, uma vez que, dependendo da zona em que vivemos, podemos começar as nossas mudas de dezembro-janeiro a abril-maio.

Tudo dependerá do clima da zona onde vivemos e das variedades de tomate que escolhemos para a nossa horta, jardim de contentores ou jardim urbano.

Quanto à forma de semear, a primeira coisa a fazer é preparar o solo onde as nossas sementes vão germinar, recomendo que se faça uma mistura de 75% de substrato e 25% do nosso 100% húmus de minhoca biológico. Isto criará o equilíbrio perfeito para que as nossas sementes cresçam saudáveis e fortes desde o início.

O passo seguinte será a escolha das sementes de tomate, lembrando que é muito importante escolher as variedades correctas de acordo com o nosso espaço de cultivo. Se tivermos pouco espaço, a melhor escolha são os tomates determinados, que são aqueles que crescem até uma certa altura, se por outro lado tivermos muito espaço, escolhemos os tomates indeterminados.

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Quando tudo está limpo e o substrato está preparado, colocamo-lo nas camas de sementes. Estamos prontos para a cultura do tomate. Colocar pelo menos 2 sementes por buraco e humedecer o substrato. Também podemos fazer a sementeira direta, mas para isso precisamos de um clima adequado, porque se houver uma geada a nossa planta morrerá e todo o nosso trabalho terá sido em vão.

Como conselho, recomendo que regue com água morna e que coloque as camas de sementes em zonas com temperatura constante, para que a sua germinação seja mais rápida.

O TRANSPLANTE

Na cultura do tomate, um dos momentos mais importantes para os nossos tomateiros é quando os tiramos dos seus berços onde cresceram durante algum tempo e os colocamos na sua nova casa…

Antes de o fazer temos de o preparar, quando vamos para uma casa nova gostamos que tenha todos os serviços prontos a usar… eletricidade, água, portas…. O mesmo acontece com o tomate, temos de preparar o solo para que tenha reservas suficientes para que a planta cresça sem problemas e sem deficiências de nutrientes, pois isso terá um impacto direto na produção que esta planta terá no futuro.

O ideal seria preparar o solo corretamente, fazendo uma mistura perfeita. Na CULTIVERS ECO recomendamos uma mistura das nossas farinhas, de modo a criar um solo fértil e equilibrado para um crescimento e desenvolvimento óptimos.

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Uma vez que tenhamos o solo pronto, é hora de colocar a muda, para isso é melhor que o substrato da sementeira esteja um pouco seco para que o torrão não se desmonte e assim poder conservar a maior parte da raiz, lembre-se que se saíram 2 mudas, antes de transplantar temos que cortar a que é menos vigorosa e saudável, mantendo sempre a que tem melhor aspeto e forma, evitando malformações.

Agora que já temos a plântula fora da cama de sementes, a terra está pronta… Então fazemos um pequeno buraco na terra e introduzimos a plântula o mais fundo possível, pois isso fará com que a nossa planta crie mais raízes e o seu suporte e assimilação de nutrientes será melhor, pois criará mais superfície de raiz.

Por fim, a única coisa que temos de fazer é regá-la, para que a nossa planta comece a receber humidade e o seu transplante seja um sucesso.

IRRIGAÇÃO DO TOMATE

Regamos demasiado… Regamos muito pouco… Uma das questões que talvez nos traga mais dores de cabeça no cultivo do tomate… É melhor regar muito e de poucos em poucos dias ou regar pouco e de poucos em poucos dias? Tudo isto está condicionado pelo acesso à água que temos, porque se não tivermos água da rede, a rega não será a mesma que se a tivermos.

Segundo a minha experiência, se tivermos água da rede, o ideal seria regar pelo menos de 2 em 2 dias no verão e, se estiver muito calor, uma vez por dia, evitando sempre as horas de maior exposição solar, ou seja, de manhã cedo ou ao fim da tarde, para que as nossas plantas aproveitem melhor a humidade que lhes fornecemos e para que esta não se evapore tão rapidamente que as nossas plantas sofram.

Se não tivermos água da rede e a nossa irrigação for limitada, é aconselhável fazer pelo menos uma irrigação intensa por semana durante a estação quente, encharcando muito bem o solo para que as nossas plantas tenham esta boa água durante mais tempo.

Se, pelo contrário, procurarmos variedades de sequeiro, elas estão geneticamente habituadas a receber menos água e, se seguirmos as orientações correctas, durarão muito mais tempo sem necessidade de rega contínua.

E como última recomendação, não molhar nem as folhas nem os frutos dos tomateiros durante as horas de sol, pois estes terão um efeito de aumento e queimá-los-ão, e quanto menos se molharem menos hipóteses têm as nossas plantas de serem visitadas pelos fungos indesejáveis.

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O TOMATEIRO E A NECESSIDADE DE ORIENTAÇÃO OU DE ARAMAÇÃO

Como referi no início, existem 2 tipos de tomateiros, os determinados e os indeterminados. As primeiras não precisam de ser treinadas, pois têm um crescimento baixo e crescem sem problemas.

Quanto às variedades indeterminadas, temos variedades em cana e rasteiras. Como o seu nome indica, as trepadeiras não precisam de ser treinadas e desenvolvem-se perfeitamente ao nível do solo.

Por outro lado, a cana ou estaca é necessária porque se desenvolvem muito e precisam de ser guiadas e apoiadas para que cresçam sem qualquer tipo de problemas.

Existem vários tipos e formas de estacas, entre elas podemos destacar as barracas com bengalas, as guiadas por corda e as estacas individuais. Estes três tipos têm uma grande quantidade de variantes e estão entre os mais utilizados.

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PODA DA PLANTA

No que diz respeito à poda do tomateiro, aqui entramos noutra zona pantanosa… Na cultura do tomateiro há quem faça e quem não faça, o que é correto fazer e o que não é, isso é mais a experiência de cada um. Vamos explicar-lhe algumas coisas e, com base nas informações que lhe dermos, escolherá.

A poda do tomateiro pode ser efectuada de 2 maneiras:

  • Despunte. O que conseguimos aqui é que, quando o tomateiro atinge uma altura adequada, efectuamos uma poda apical. Impedimos a planta de crescer para cima, mas em vez disso ela cresce em largura,
  • Deschuponado. Consiste em podar os caules que saem das axilas das folhas, formando novos ramos dos quais sairão também os cachos de flores.

Agora o que acontece, pessoalmente costumo deixar os tomateiros com 2 a 3 ramos para ter um pouco mais de produção e para que os tomates não percam demasiado tamanho, se por outro lado não retirarmos os rebentos os tomateiros crescem e crescem e a energia é distribuída, não só nos darão frutos como crescerão como um arbusto.

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Quais são os pontos positivos e negativos de cada método:

  • Poda. Com a poda, conseguimos manter a forma e a altura da planta, obtemos um melhor calibre e reduzimos a possibilidade de ser atacada por pragas. Por outro lado, o número de tomates será menor.
  • Não podar. Maior produção mas menor calibre, possibilidade de ter mais pragas por ser mais denso, ocupar mais espaço e exigir mais água e nutrientes. Evitamos que os frutos se queimem.

E agora o que fazemos… Deixamos isto nas vossas mãos.

COMO E QUANDO COLHER OS TOMATES

Tem de ser apanhado no momento certo e para isso há gostos diferentes… e há cores diferentes para gostos diferentes. Há quem goste mais verde, há quem goste muito maduro, e há quem goste no momento certo. E quando é que isso acontece? Como é que sabemos?

A regra de quanto vermelho é colhido nem sempre se aplica, porque, como sabe, existem muitas variedades de cores diferentes no mercado, do preto ao branco, bem como todas as cores que possa imaginar.

Por isso, uma das formas de saber se um tomate está maduro é tocar-lhe. Quando se nota que se pode espremer o tomate e que este está um pouco macio, é o momento ideal para o colher e fazer parte da nossa despensa.

Quanto ao modo de recolha, é muito simples. Normalmente, quando o tomate está maduro, ao dobrar o fruto, este apenas se desprende do caule que o prende ao cacho, outra opção é cortá-lo com uma tesoura com a ideia de deixar o cacho inteiro.

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DOENÇAS E PRAGAS COMUNS

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  • Ácaro-aranha (Tetranychus spp.) Os ácaros-aranha sugam o material vegetal absorvendo os sucos celulares como parte da sua dieta. O tecido afetado apresenta uma coloração amarelada e torna-se necrótico com o tempo. Em infestações avançadas, uma teia de aranha caraterística é gerada em torno de toda a planta.
  • O percevejo verde (Nezara viridula) é um hemíptero fitófago, ou seja, alimenta-se da seiva das plantas. Como se alimenta de plantas, é muito comum em todos os tipos de culturas.
  • A Heliothis (Helicoverpa armigera) é uma lagarta esverdeada com um corpo cilíndrico, com um tamanho que varia entre 3 e 5 cm. Os danos no tomateiro são causados por larvas que picam as folhas ou os frutos na fase de crescimento, deixando concavidades, geralmente junto ao pedúnculo.
  • Mosca branca (Bemisia tabaci) A mosca branca fêmea põe os seus ovos na parte inferior das folhas de pimento. Aparecem esferas brancas visíveis. Para se alimentar, suga a planta, enfraquecendo-a e acabando por provocar uma murchidão geral.
  • Lagarta-das-folhas (Liriomyza spp.) As galerias formadas por esta praga são visíveis a olho nu na face superior da folha. O adulto tem 2 mm de tamanho, é preto e amarelo e tem asas de cor clara. Os danos no tomateiro são causados pelo facto de o adulto picar a folha para pôr os ovos ou para se alimentar. As galerias que se formam tornam-se necróticas com o tempo, enfraquecendo a planta.
  • Traça do tomateiro (Tuta absoluta) Este lepidóptero tem uma elevada capacidade reprodutora, produzindo entre 40-50 ovos durante o seu ciclo de vida, sem invernada. Os danos no tomateiro são causados quando as larvas penetram nas folhas, nos caules ou nos frutos para se alimentarem. Galerias originárias que se tornam necróticas com o tempo.
  • Tripes (Frankliniella occidentalis) Os tripes são insectos alongados com cerca de 1 a 2 mm (visíveis a olho nu e reconhecíveis com uma lupa) e de cor castanha. Estes insectos sugam o material vegetal do tomateiro. A zona onde foi aspirada tem uma cor prateada e com o tempo torna-se necrótica.
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DOENÇAS NA CULTURA DO TOMATE.

  • Antracnose (Colletotrichum sp.) A antracnose ocorre no tomateiro quando os frutos estão no processo de maturação. Aparecem manchas circulares aquosas (com aspeto de podridão) e afundam-se para dentro. O centro torna-se ainda mais escuro com o tempo e a podridão aumenta.
  • Cladosporiose (Fulvia fulva) Esta doença comum do tomateiro só afecta as folhas em condições de humidade elevada (acima de 70%). Para localizar esta doença, deve observar-se uma mancha castanha-amarelada na parte inferior das folhas. O remédio mais eficaz é a prevenção. Atuar logo que apareçam os primeiros focos nas folhas dos tomateiros, evitando a água estagnada ou livre que possa ficar nas folhas.
  • Míldio (Phytophthora infestans) Esta doença fúngica ataca a parte aérea da planta em condições de humidade elevada (90%). A presença do fungo é detectada pelo aparecimento de manchas irregulares que acabam por se tornar necróticas nas folhas. Aparecem manchas castanhas no caule e manchas castanhas de forma irregular nos frutos.
  • Oídio (Leveillula taurica) Este fungo aparece nos tomateiros com um micélio esbranquiçado que pode ser visto a olho nu. A temperatura de germinação do fungo oscila entre 10 ºC e 35 ºC, sendo as temperaturas inferiores a 30 ºC as óptimas.
  • Podridão cinzenta (Botrytis cinerea) Nas folhas, caules e flores aparecem manchas acastanhadas (pó cinzento), que é o micélio cinzento do fungo. O fruto apresenta uma podridão mole e aquosa.
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